Tudo sobre o tabaco

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A propaganda libertária data do século 20, mas o hábito tabagista já se propagava desde os tempos coloniais — especula-se que de origem americana, entre os índios, inicialmente.

Desde então, o consumo da planta popularmente conhecida como tabaco (cientificamente, do gênero Nicotiana) enraizou como um hábito social e cultural, com variações consumistas que se expandiram por todo o mundo.

Agora, no século 21, o tabaco continua em evidência. Em parte, a responsabilidade é do cigarro artesanal, cuja popularização fez com que o apelo e apreço por essa planta cresçam exponencialmente.

Em destaque, também, esse mercado em ascensão foi o que nutriu um despertar pelas variáveis da planta para consumo, diminuindo o uso do cigarro industrializado. Por isso, reunimos tudo sobre o tabaco neste post. Confira!

Conheça da história do tabaco

Antes de preencher as embalagens da sua marca favorita, o tabaco atravessou as páginas da história a partir do período colonial, quando desbravadores chegaram aos litorais das Américas. O encantamento com essa planta foi imediato.

Hoje em dia, se conhece os efeitos da nicotina, um estimulante que atua no sistema nervoso central. À época, a novidade foi tamanha, que os europeus logo trataram de levar algumas plantas de volta ao seu continente.

A industrialização do produto chegou junto com os maquinários que fomentaram a Indústria, em meados do século 19, mas o lado artesanal nunca foi deixado de lado, junto com o papel para enrolar cigarro, que dava ainda mais prazer ao hábito.

As variações tecnológicas na seda para enrolar cigarro trouxeram ainda mais alarde ao consumo desse tipo de tabaco mais natural, abrindo, também, espaço para outros tipos de consumo da planta.

Maneiras de consumir tabaco

Engana-se quem vê no maço de cigarros industrializado a única opção para saciar o prazer para os tabagistas. O tabaco, misturado, químico ou natural, pode ser usufruído de diferentes maneiras, entre as quais destacamos as seguintes:

  • Narguilé: de maior fama no Oriente, o narguilé tem feito sucesso no Ocidente também, por conta do ritual de preparar o fumo para consumo. Existem diversos modelos do produto, e de aromatizantes que podem ser misturados ao tabaco, o que traz mais versatilidade ao sabor do hábito de fumar.
  • Cachimbo: seu fumo é produzido, basicamente, a partir da mistura de dois tipos de tabaco (a Nicotiana tabacum e a Nicotiana rústica). Além disso, o tabaco é queimado diretamente no cachimbo, dispensando os rolling papers ou outro tipo de aditivo.
  • Charuto: concentrado e popular no mundo inteiro, o charuto concentra alta quantidade de tabaco, bem como folhas que passam por processos especiais de produção, que conferem diferentes sabores à queima do tabaco.
  • Fumo de corda: torcido e enrolado, esse tipo de tabaco — também conhecido como fumo crioulo — ficou bastante conhecido em áreas rurais brasileiras, principalmente pelos adeptos ao cigarro de palha, embora o fumo possa ser mascado também.

Diferentes tipos de consumir o tabaco, com diferentes perspectivas dos seus consumidores. Para cada ocasião, há uma predileção no consumo do fumo.

As consequências para o corpo

De volta às propagandas comerciais, além das sensações prazerosas causadas pela nicotina há também uma mensagem clara de que o consumo do produto faz mal à saúde.

Entre os males mais difundidos popularmente, podemos citar:

  • Câncer (sendo mais comum nos pulmões, estômago e na laringe e na boca);
  • Aumento no risco de ataques do coração;
  • Enfisema pulmonar;
  • Dificuldades respiratórias (como asma e bronquite);
  • Riscos de aneurisma e derrame cerebral.

Vale ressaltar que o consumo controlado é sempre recomendado, seja você um usuário do cigarro industrializado ou do artesanal, preparado com um papel finíssimo para enrolar fumo.

Popularidade em alta com o cigarro artesanal

O cigarro artesanal, inclusive, está em alta no mercado. Se, de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), o número de fumantes está na casa do primeiro bilhão, muito disso se deve àqueles que enrolam o próprio cigarro.

Essa fatia de mercado que o cigarro artesanal abocanhou, fez com que o papel para enrolar cigarro também se destacasse, seja na diversificação para o consumidor ou mesmo no processo de fabricação do produto.

Esse tipo de mercado, ainda que exista há cerca de 200 anos, está em estado exploratório. Mais um motivo para acompanhar os nossos artigos e, assim, conhecer um pouco mais sobre esse vasto universo em expansão de cigarros artesanais!

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